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segunda-feira, 9 de novembro de 2015
quarta-feira, 19 de agosto de 2015
segunda-feira, 23 de março de 2015
Cunha põe evangélicos no comando da Câmara
O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), nomeou na última semana a servidora Maria Madalena da Silva Carneiro para comandar a Diretoria de Recursos Humanos da Casa. O ato de nomeação, que seguiu para publicação na quinta-feira (19), foi obtido pelo Congresso em Foco antes de ser publicado. Ele designa Maria Madalena para exercer a função a partir da última quarta-feira (18). Evangélica, a advogada e teóloga de formação chefiará o setor da Câmara responsável pela maior dotação orçamentária da instituição: nada menos que R$ 4,189 bilhões, segundo o descritivo “despesa com pessoal”.
Ou seja, mais de 80% do orçamento da Câmara para 2015. Do ponto de vista político, a Diretoria de RH só está abaixo da Secretaria-Geral da Mesa e da Diretoria-Geral. A primeira tem papel determinante em todo o processo legislativo. A segunda é a mais importante instância administrativa da Câmara.
Madalena disse ao Congresso em Foco que Eduardo Cunha foi o “instrumento de Deus” para sua indicação à diretoria, mas negou que sua escolha tenha caráter religioso. Professora universitária, ela diz que sua promoção é fruto de competência profissional e dos longos anos de atividade na Câmara – onde ela começou a trabalhar em 1º de junho de 1984, sempre ocupando funções relativamente modestas, e jamais exerceu nenhum cargo de chefia.
Em sua última ocupação na Câmara, o seu trabalho consistia basicamente em guardar os livros nas estantes da biblioteca. Anteriormente, era responsável pela emissão de segunda via de crachás – tarefas de complexidade muito menor que a de diretora de Recursos Humanos.
A nova diretora entrou na Câmara dos Deputados sem passar por concurso público, mas se tornou funcionária de carreira da Casa em razão de dispositivo incluído na Constituição de 1988 que efetivou servidores que à época trabalhavam na administração federal. Uma semana antes de escolher Madalena para a sua equipe, Eduardo Cunha obteve do Plenário a aprovação de projeto de resolução da Mesa Diretora que dá ao próprio presidente da Câmara o poder de escolher o secretário de Comunicação Social da Casa entre os deputados no exercício do mandato.
Com a resolução, já promulgada, Cunha pode substituir o secretário de Comunicação a qualquer tempo e sem apresentar justificativa. O escolhido para chefiar a estrutura comunicacional da Câmara – que inclui serviços de TV, rádio, mídia impressa e internet – foi o deputado Cleber Verde (PRB-MA). Cleber integra a chamada bancada evangélica e seu partido, o Partido Republicano Brasileiro, é ligada à Igreja Universal do Reino de Deus.
Tanto o projeto de resolução quanto a opção por Cleber Verde foram questionados por alguns parlamentares, que invocaram o apartidarismo e o caráter laico e técnico que devem orientar a administração pública no país. É a primeira vez que a Câmara terá um deputado à frente do setor de comunicação, e não um servidor especializado. Cleber é “vendedor autônomo, professor, servidor público e bacharel em Direito”, segundo seu registro oficial.
Colegas de culto
O que há em comum entre Eduardo Cunha, Cleber Verde e Madalena é que os três costumam participar de cultos evangélicos nas dependências da Câmara, junto com outros parlamentares e servidores evangélicos. No último dia 11 de fevereiro, a página de Cunha na internet reproduziu material atribuído à Agência Câmara Notícias, noticiando a participação do presidente da Câmara em um desses cultos. Na ocasião, conforme o texto, Cunha “agradeceu o apoio, praticamente unânime, dos deputados evangélicos na disputa pela presidência da Casa” e ouviu do coordenador da bancada evangélica, João Campos (PSDB-GO), o compromisso de lealdade e respaldo político.
Caberá a Madalena, que até esta semana estava lotada no Centro de Documentação e Informação (Cedi) da Câmara – a biblioteca da instituição – cuidar da organização e do repasse de informações referentes ao quadro de pessoal para o Tribunal de Contas da União e à Controladoria-Geral da União, em trabalho acompanhado pelos órgãos de controle interno. Pedidos de licença ou férias, reajuste de salário, concessão de gratificações ou o pagamento de horas extras, por exemplo, têm de ser autorizados pela diretora.
Professora de deputados
Também passam pela Diretoria de Recursos Humanos casos de deslize funcional, para as devidas punições. Sindicâncias administrativas, que podem culminar em afastamento temporário ou em exclusão do funcionário do serviço público, podem ter como motivação problemas que vão do alcoolismo ou de psicopatias até a participação em ilícitos administrativos ou criminais (já houve caso, até mesmo, de envolvimento de servidor em tráfico de entorpecentes).
Para acolher e ajudar servidores às voltas com dificuldades temporárias, a Câmara criou o Programa de Valorização do Servidor (Pró-Ser), que também deve se reportar à Diretoria de RH. Estarão ainda sob a responsabilidade de Madalena a formação e o treinamento de servidores, bem como o monitoramento dos benefícios do serviço médico da Câmara, atribuição compartilhada com a Secretaria Executiva do Pró-Saúde. O Instituto de Previdência dos Congressistas (IPC) – “zumbi” que, mesmo extinto em 1999, desde então já engoliu R$ 2 bilhões, como revelou a Revista Congresso em Foco – também fica sob controle da Diretoria de RH.
Para Madalena, sua escolha é natural e não deveria ser objeto de divulgação jornalística: “Fui professora de vários deputados na universidade. Se eles me indicaram, é porque eles acham que eu sou competente para assumir. Isso uma questão administrativa. Foi escolha do presidente. Na verdade, eu não tenho nada a dizer para ser digno de registro e isso sair em jornal”. Ela admitiu proximidade com deputados evangélicos: “São deputados que conheço há tempo. Como sou servidora há 31 anos, nada mais justo de que um dia ser [promovida]… Faz parte, vários servidores fazem carreira e um dia chegam a cargos de comando. Toda honra e toda glória seja dada a Deus, primeiramente. Só estou esperando que Deus me ajude e me dê capacidade para fazer jus [à indicação] e fazer uma boa gestão onde fui colocada pelo presidente [Eduardo Cunha]”, finalizou Maria Madalena da Silva Carneiro.
Identidade religiosa não
Servidores da Câmara ouvidos pelo Congresso em Foco entendem que a nomeação de Madalena é mais um passo no sentido de tirar da Casa aquilo que ela tem de mais profissional. Madalena também já se desentendeu com o diretor-geral, Sérgio Sampaio, após anunciar que vai trocar o diretor do Departamento de Pessoal (Depes), cargo nomeado pelo diretor-geral.
O deputado Chico Alencar (Psol-RJ), que é católico, mas discorda do uso das dependências da Câmara para a realização de cultos, ressalta a necessidade de respeitar o caráter laico do Estado e a autonomia técnica dos profissionais de carreira no funcionamento da Casa. Por isso mesmo, é contra a entrega da chefia da comunicação a um deputado. “Um absurdo, um atropelo”, disse ele ao site.
Ele também demonstrou preocupação com a indicação para a Diretoria de Recursos Humanos. “A gente precisa analisar. Indicar alguém da Casa, com longo tempo de serviço, tudo bem. Se isso significar até boa experiência para o coletivo, também tudo bem. O que não pode haver é escolha por critérios de simpatia partidária e, muito menos, de identidade religiosa”, declarou Chico, reafirmando sua objeção aos cultos e avisando que vai questionar no colégio de líderes, “quando necessário”, iniciativas da Mesa Diretora.
“Quem quiser professar sua fé, que o faça em suas igrejas ou até em praça pública. Aqui não é adequado. No aeroporto Tom Jobim, no Rio de Janeiro, tem uma capela ecumênica onde quem quer fazer sua oração, sua meditação, qualquer que seja o credo, vai. Até os ateus, se quiserem um momento de silêncio, de reflexão, também se sentem acolhidos ali”, acrescentou. “Temos de ter cuidado para não colocar a nossa convicção pessoal, subjetiva, religiosa, além da nossa vinculação partidária para presidir uma série de iniciativas aqui na Casa. Temo que o presidente da Câmara esteja se deixando levar por esse tipo de procedimento.”
Já o deputado Bruno Araújo (PSDB-PE) lembrou que o Brasil é um país laico, que preserva a liberdade religiosa, e relativizou a questão da fé. “A religião de quem ocupa postos importantes não é o que deve doutrinar a ação da função pública, e sim a sua competência, a sua história e os seus compromissos com objetivo de que aquele cargo necessita. Qualquer que seja a religião, em um país que tem a sua separação de estados e o respeito à diversidade religiosa, é algo que tem o nosso respeito”, ponderou o tucano, com a ressalva de que limites têm de ser observados.
Ele prosseguiu: “Só vejo problema [na indicação de Madalena] se houver desvio de função ou a utilização do cargo em prol da religião. Aí, sim, é um desvio. Mas qualquer brasileiro tem a sua religião, e sua religião tem que ser respeitada no exercício das funções”, acrescentou Bruno.
A reportagem procurou Eduardo Cunha para comentar sua indicação à Diretoria de RH, por e-mail e por mensagem de celular, mas até o momento não recebeu resposta. O site se mantém à disposição para registrar a visão da presidência da Câmara sobre o assunto.
Aprovado projeto que atribui a deputado comando da Secom da Câmara
Ou seja, mais de 80% do orçamento da Câmara para 2015. Do ponto de vista político, a Diretoria de RH só está abaixo da Secretaria-Geral da Mesa e da Diretoria-Geral. A primeira tem papel determinante em todo o processo legislativo. A segunda é a mais importante instância administrativa da Câmara.
Madalena disse ao Congresso em Foco que Eduardo Cunha foi o “instrumento de Deus” para sua indicação à diretoria, mas negou que sua escolha tenha caráter religioso. Professora universitária, ela diz que sua promoção é fruto de competência profissional e dos longos anos de atividade na Câmara – onde ela começou a trabalhar em 1º de junho de 1984, sempre ocupando funções relativamente modestas, e jamais exerceu nenhum cargo de chefia.
Em sua última ocupação na Câmara, o seu trabalho consistia basicamente em guardar os livros nas estantes da biblioteca. Anteriormente, era responsável pela emissão de segunda via de crachás – tarefas de complexidade muito menor que a de diretora de Recursos Humanos.
A nova diretora entrou na Câmara dos Deputados sem passar por concurso público, mas se tornou funcionária de carreira da Casa em razão de dispositivo incluído na Constituição de 1988 que efetivou servidores que à época trabalhavam na administração federal. Uma semana antes de escolher Madalena para a sua equipe, Eduardo Cunha obteve do Plenário a aprovação de projeto de resolução da Mesa Diretora que dá ao próprio presidente da Câmara o poder de escolher o secretário de Comunicação Social da Casa entre os deputados no exercício do mandato.
Com a resolução, já promulgada, Cunha pode substituir o secretário de Comunicação a qualquer tempo e sem apresentar justificativa. O escolhido para chefiar a estrutura comunicacional da Câmara – que inclui serviços de TV, rádio, mídia impressa e internet – foi o deputado Cleber Verde (PRB-MA). Cleber integra a chamada bancada evangélica e seu partido, o Partido Republicano Brasileiro, é ligada à Igreja Universal do Reino de Deus.
Tanto o projeto de resolução quanto a opção por Cleber Verde foram questionados por alguns parlamentares, que invocaram o apartidarismo e o caráter laico e técnico que devem orientar a administração pública no país. É a primeira vez que a Câmara terá um deputado à frente do setor de comunicação, e não um servidor especializado. Cleber é “vendedor autônomo, professor, servidor público e bacharel em Direito”, segundo seu registro oficial.
Colegas de culto
O que há em comum entre Eduardo Cunha, Cleber Verde e Madalena é que os três costumam participar de cultos evangélicos nas dependências da Câmara, junto com outros parlamentares e servidores evangélicos. No último dia 11 de fevereiro, a página de Cunha na internet reproduziu material atribuído à Agência Câmara Notícias, noticiando a participação do presidente da Câmara em um desses cultos. Na ocasião, conforme o texto, Cunha “agradeceu o apoio, praticamente unânime, dos deputados evangélicos na disputa pela presidência da Casa” e ouviu do coordenador da bancada evangélica, João Campos (PSDB-GO), o compromisso de lealdade e respaldo político.
Caberá a Madalena, que até esta semana estava lotada no Centro de Documentação e Informação (Cedi) da Câmara – a biblioteca da instituição – cuidar da organização e do repasse de informações referentes ao quadro de pessoal para o Tribunal de Contas da União e à Controladoria-Geral da União, em trabalho acompanhado pelos órgãos de controle interno. Pedidos de licença ou férias, reajuste de salário, concessão de gratificações ou o pagamento de horas extras, por exemplo, têm de ser autorizados pela diretora.
Professora de deputados
Também passam pela Diretoria de Recursos Humanos casos de deslize funcional, para as devidas punições. Sindicâncias administrativas, que podem culminar em afastamento temporário ou em exclusão do funcionário do serviço público, podem ter como motivação problemas que vão do alcoolismo ou de psicopatias até a participação em ilícitos administrativos ou criminais (já houve caso, até mesmo, de envolvimento de servidor em tráfico de entorpecentes).
Para acolher e ajudar servidores às voltas com dificuldades temporárias, a Câmara criou o Programa de Valorização do Servidor (Pró-Ser), que também deve se reportar à Diretoria de RH. Estarão ainda sob a responsabilidade de Madalena a formação e o treinamento de servidores, bem como o monitoramento dos benefícios do serviço médico da Câmara, atribuição compartilhada com a Secretaria Executiva do Pró-Saúde. O Instituto de Previdência dos Congressistas (IPC) – “zumbi” que, mesmo extinto em 1999, desde então já engoliu R$ 2 bilhões, como revelou a Revista Congresso em Foco – também fica sob controle da Diretoria de RH.
Para Madalena, sua escolha é natural e não deveria ser objeto de divulgação jornalística: “Fui professora de vários deputados na universidade. Se eles me indicaram, é porque eles acham que eu sou competente para assumir. Isso uma questão administrativa. Foi escolha do presidente. Na verdade, eu não tenho nada a dizer para ser digno de registro e isso sair em jornal”. Ela admitiu proximidade com deputados evangélicos: “São deputados que conheço há tempo. Como sou servidora há 31 anos, nada mais justo de que um dia ser [promovida]… Faz parte, vários servidores fazem carreira e um dia chegam a cargos de comando. Toda honra e toda glória seja dada a Deus, primeiramente. Só estou esperando que Deus me ajude e me dê capacidade para fazer jus [à indicação] e fazer uma boa gestão onde fui colocada pelo presidente [Eduardo Cunha]”, finalizou Maria Madalena da Silva Carneiro.
Identidade religiosa não
Servidores da Câmara ouvidos pelo Congresso em Foco entendem que a nomeação de Madalena é mais um passo no sentido de tirar da Casa aquilo que ela tem de mais profissional. Madalena também já se desentendeu com o diretor-geral, Sérgio Sampaio, após anunciar que vai trocar o diretor do Departamento de Pessoal (Depes), cargo nomeado pelo diretor-geral.
O deputado Chico Alencar (Psol-RJ), que é católico, mas discorda do uso das dependências da Câmara para a realização de cultos, ressalta a necessidade de respeitar o caráter laico do Estado e a autonomia técnica dos profissionais de carreira no funcionamento da Casa. Por isso mesmo, é contra a entrega da chefia da comunicação a um deputado. “Um absurdo, um atropelo”, disse ele ao site.
Ele também demonstrou preocupação com a indicação para a Diretoria de Recursos Humanos. “A gente precisa analisar. Indicar alguém da Casa, com longo tempo de serviço, tudo bem. Se isso significar até boa experiência para o coletivo, também tudo bem. O que não pode haver é escolha por critérios de simpatia partidária e, muito menos, de identidade religiosa”, declarou Chico, reafirmando sua objeção aos cultos e avisando que vai questionar no colégio de líderes, “quando necessário”, iniciativas da Mesa Diretora.
“Quem quiser professar sua fé, que o faça em suas igrejas ou até em praça pública. Aqui não é adequado. No aeroporto Tom Jobim, no Rio de Janeiro, tem uma capela ecumênica onde quem quer fazer sua oração, sua meditação, qualquer que seja o credo, vai. Até os ateus, se quiserem um momento de silêncio, de reflexão, também se sentem acolhidos ali”, acrescentou. “Temos de ter cuidado para não colocar a nossa convicção pessoal, subjetiva, religiosa, além da nossa vinculação partidária para presidir uma série de iniciativas aqui na Casa. Temo que o presidente da Câmara esteja se deixando levar por esse tipo de procedimento.”
Já o deputado Bruno Araújo (PSDB-PE) lembrou que o Brasil é um país laico, que preserva a liberdade religiosa, e relativizou a questão da fé. “A religião de quem ocupa postos importantes não é o que deve doutrinar a ação da função pública, e sim a sua competência, a sua história e os seus compromissos com objetivo de que aquele cargo necessita. Qualquer que seja a religião, em um país que tem a sua separação de estados e o respeito à diversidade religiosa, é algo que tem o nosso respeito”, ponderou o tucano, com a ressalva de que limites têm de ser observados.
Ele prosseguiu: “Só vejo problema [na indicação de Madalena] se houver desvio de função ou a utilização do cargo em prol da religião. Aí, sim, é um desvio. Mas qualquer brasileiro tem a sua religião, e sua religião tem que ser respeitada no exercício das funções”, acrescentou Bruno.
A reportagem procurou Eduardo Cunha para comentar sua indicação à Diretoria de RH, por e-mail e por mensagem de celular, mas até o momento não recebeu resposta. O site se mantém à disposição para registrar a visão da presidência da Câmara sobre o assunto.
Aprovado projeto que atribui a deputado comando da Secom da Câmara
sábado, 6 de setembro de 2014
Contra ebola, Serra Leoa impede que população saia de casa; ação é polêmica
O governo de Serra Leoa decretou nesta sexta-feira (5) quatro dias de confinamento em todo o país, com o objetivo de conter o surto de ebola. O bloqueio deve acontecer entre 18 e 21 de setembro, período em que os habitantes estão proibidos de deixar suas casas. Segundo os representantes do governo do país, mais de 20 mil pessoas serão recrutadas para garantir o confinamento. Policias e soldados também foram convocados.
Serra Leoa está entre os três países mais atingidos pela epidemia, junto com a Guiné e a Libéria.
Além de tentar impedir que o vírus se espalhe ainda mais, a medida vai permitir que os profissionais de saúde identifiquem casos nos estágios iniciais da doença, disse Ibrahim Ben Kargbo, assessor presidencial para a força-tarefa contra o ebola no país africano.
"A abordagem agressiva é necessária para lidar com a propagação do ebola", afirmou.
Até sexta-feira, Serra Leoa tinha registrado 491 do total de 2.097 mortes atribuídas ao ebola na África Ocidental desde março, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU).
Serra Leoa está entre os três países mais atingidos pela epidemia, junto com a Guiné e a Libéria.
Além de tentar impedir que o vírus se espalhe ainda mais, a medida vai permitir que os profissionais de saúde identifiquem casos nos estágios iniciais da doença, disse Ibrahim Ben Kargbo, assessor presidencial para a força-tarefa contra o ebola no país africano.
"A abordagem agressiva é necessária para lidar com a propagação do ebola", afirmou.
Até sexta-feira, Serra Leoa tinha registrado 491 do total de 2.097 mortes atribuídas ao ebola na África Ocidental desde março, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU).
Fonte : UOL
sexta-feira, 6 de junho de 2014
Motorista que matou brasileiro é acusado de violar direito do ciclista
Corpo de Pedro Pupa, formado em Piracicaba, não tem data para chegar.
Amigos da companhia de balé prestarão homenagem na segunda-feira (9).
O motorista do caminhão que atropelou e matou o bailarino brasileiro Pedro Pupa, de 20 anos, na Flórida, nos Estados Unidos (EUA), foi acusado de violação do direito dos ciclistas, conforme informações divulgadas no site do Distrito Policial de Sarasota. Segundo a tia da vítima, Camilla Pupa, o traslado do corpo será feito na semana que vem depois de uma homenagem prestada ao dançarino na segunda-feira (9). O jovem se formou em dança em Piracicaba (SP) e vivia fora do país há 4 anos. A data e o local do velório no Brasil não estão definidos.
O acidente aconteceu na noite desta quarta-feira (4) e o bailarino morreu no hospital durante a madrugada de quinta (5). Conforme informações da polícia americana, Pedro andava de bicicleta por uma avenida quando o caminhão de entregas cortou sua frente para entrar no museu Ringlin. A nota policial disse que o motorista, de 58 anos, afirmou que não viu o ciclista e que acabou batendo na lateral do veículo. O brasileiro foi socorrido no hospital Blake Medical Center.
A tia de Pedro, que mora em Piracicaba, contou que o rapaz iniciou a carreira aos 12 anos em uma academia em São Paulo (SP). Aos 15, ele entrou para a Companhia Estável de Dança (Cedan), onde se formou aos 17 anos. Após a formatura, ele se mudou para a Flórida, onde integrava a Sarasota Ballet e estudava na Miami City Ballet School.
Os amigos e colegas da companhia de dança devem prestar uma homenagem ao brasileiro na segunda (9) e só depois o corpo será enviado ao Brasil. A tia do jovem disse que a Sarasota Ballet irá arcar com todos os gastos do traslado. "Eles não querem deixar a gente pagar nada, pois estão nos ajudando muito", afirmou Camilla. O corpo passou por autópsia nesta quinta, ainda segundo a tia.
A mãe de Pedro visitaria o filho nos Estados Unidos em dezembro. "Ele vinha todo ano ao Brasil para ver a família, mas como neste ano ele conseguiu um papel na companhia, não teve férias. A mãe faria o caminho inverso, mas infelizmente isso não será mais possível. Está todo mundo em choque", disse Camilla.
Amigos da companhia de balé prestarão homenagem na segunda-feira (9).
A tia de Pedro, que mora em Piracicaba, contou que o rapaz iniciou a carreira aos 12 anos em uma academia em São Paulo (SP). Aos 15, ele entrou para a Companhia Estável de Dança (Cedan), onde se formou aos 17 anos. Após a formatura, ele se mudou para a Flórida, onde integrava a Sarasota Ballet e estudava na Miami City Ballet School.
Os amigos e colegas da companhia de dança devem prestar uma homenagem ao brasileiro na segunda (9) e só depois o corpo será enviado ao Brasil. A tia do jovem disse que a Sarasota Ballet irá arcar com todos os gastos do traslado. "Eles não querem deixar a gente pagar nada, pois estão nos ajudando muito", afirmou Camilla. O corpo passou por autópsia nesta quinta, ainda segundo a tia.
A mãe de Pedro visitaria o filho nos Estados Unidos em dezembro. "Ele vinha todo ano ao Brasil para ver a família, mas como neste ano ele conseguiu um papel na companhia, não teve férias. A mãe faria o caminho inverso, mas infelizmente isso não será mais possível. Está todo mundo em choque", disse Camilla.
segunda-feira, 26 de maio de 2014
Padre mexicano é acusado de 100 casos de abusos contra crianças
Um cartaz gigante colocado na capital de San Luis Potosí, no México, pede para que vítimas de abuso sexual cometidos por um padre o denunciem.A foto do religioso está estampada para que as vítimas possam o reconhecer ao lado da inscrição: “¿Fuiste víctima? ¡Denuncialo!” [Foi vítima? Denuncie-o] com os dados para realizar a denúncia, tanto por e-mail como através do Facebook de uma fundação de apoio às vítimas.
O nome do religioso é Eduardo Córdova, ele é acusado de abusar de mais de cem crianças que estudavam em uma escola privada localizada em San Luis Potosí, capital do estado de mesmo nome.
O procurador de Justiça Miguel Covarrubias está acompanhando as investigações e pediu para que o arcebispo da região, Carlos Cabrero, para que ele repasse os arquivos com todas as denúncias feitas contra o sacerdote.
Em resposta, o porta-voz do arcebispado de San Luis Potosí, Jesús Priego, reconheceu durante entrevista coletiva que existe um arquivo aberto no Vaticano que investiga Córdova por pederastia.
O padre Eduardo Córdova é uma figura influente na região, ele já atuou no Conselho Cidadão pela Transparência, ao lado do governo local, e também no Conselho dos Direitos Humanos.
terça-feira, 20 de maio de 2014
Programa da Globo abre espaço para pichadores satanistas
Repercutiu nas redes sociais a entrevista do quadro “Qual é?”, parte do programa Altas Horas. Apresentado por Serginho Groisman, o bate-papo com 5 pichadores durou cerca de sete minutos e mostrou a opinião de pessoas envolvidas com o grafite ou pichação que consideram isso uma forma válida de expressão.
Entre as centenas de comentários sobre o quadro (a maioria crítica) algumas ressaltavam que havia uma espécie de “mensagem subliminar” no cenário. Atrás do entrevistador, em uma parede completamente preta, podia ser visto claramente um pentagrama e o número 666, símbolos do satanismo. À esquerda, também era possível ver uma cruz invertida, outro sinal característico do movimento.
A explicação mais provável para isso é que os símbolos presentes na parede foram pichados por um dos entrevistados. Rafael, também conhecido por “pixobomb” faz parte de uma espécie de gangue de pixadores que atende pelo nome de Opus 666. Esse nome é o título de um livro do conhecido autor Anthony LeVey, considerado o “pai” do movimento satanista moderno.
A gangue de Rafael é conhecida por pichar igrejas e prédios sempre com a mesma mensagem, o pentagrama e o numeral 666, chamado na Bíblia de “marca da besta”. Mas não se trata de uma escolha aleatória. Entrevistas com Rafael publicadas em diferentes sites mostram que ele e seu grupo se identificam claramente como seguidores de Satanás.
Entre as centenas de comentários sobre o quadro (a maioria crítica) algumas ressaltavam que havia uma espécie de “mensagem subliminar” no cenário. Atrás do entrevistador, em uma parede completamente preta, podia ser visto claramente um pentagrama e o número 666, símbolos do satanismo. À esquerda, também era possível ver uma cruz invertida, outro sinal característico do movimento.
A explicação mais provável para isso é que os símbolos presentes na parede foram pichados por um dos entrevistados. Rafael, também conhecido por “pixobomb” faz parte de uma espécie de gangue de pixadores que atende pelo nome de Opus 666. Esse nome é o título de um livro do conhecido autor Anthony LeVey, considerado o “pai” do movimento satanista moderno.
A gangue de Rafael é conhecida por pichar igrejas e prédios sempre com a mesma mensagem, o pentagrama e o numeral 666, chamado na Bíblia de “marca da besta”. Mas não se trata de uma escolha aleatória. Entrevistas com Rafael publicadas em diferentes sites mostram que ele e seu grupo se identificam claramente como seguidores de Satanás.
Veja as Imagens Abaixo das Pichações:
terça-feira, 8 de abril de 2014
Novo VideoKaraokê da Aline Barros - Esperança
Aline Barros - Esperança
Assista em 480p com mais qualidade Visual
Marco Feliciano concede entrevista à revista Playboy
O deputado federal pastor Marco Feliciano concedeu uma entrevista para a revista “Playboy” falando de temas polêmicos: drogas e sexo.
O parlamentar evangélico contou que na adolescência experimentou drogas. Tentou fumar maconha, mas se engasgou. “Eu tentei maconha, mas engasguei, nunca consegui fumar nem cigarro”, disse ele.
Por outro lado ele experimentou cocaína. “Conheci a cocaína nos bailinhos, no fim dos 12 anos”, afirmou Feliciano que se tornou evangélico meses depois.
O deputado conta que sonha ser presidente do Brasil. Além disso, critica a ex-senadora Marina Silva. “Marina Silva é um engodo. Com aquele jeitinho de cristã, a roupa de crente, ela foi muito inteligente.”, disse.
A entrevista na íntegra só está disponível na versão física da revista de abril que acaba de chegar às bancas, mas a coluna F5, da Folha de São Paulo, destacou algumas falas do pastor.
Além de drogas, Feliciano também comentou a respeito de sexo anal, ele precisou responder se considera possível que um homem tenha prazer com a prática.
“Com certeza, tem homens que têm tara por ânus, sim”, disse. “Eu não entendo muito dessa área porque nunca fiz, graças a Deus”.
Na visão do deputado, quem pratica sexo anal não consegue mais voltar. “Espero nunca fazer, porque parece que quem faz não volta mais”.
O parlamentar evangélico contou que na adolescência experimentou drogas. Tentou fumar maconha, mas se engasgou. “Eu tentei maconha, mas engasguei, nunca consegui fumar nem cigarro”, disse ele.
Por outro lado ele experimentou cocaína. “Conheci a cocaína nos bailinhos, no fim dos 12 anos”, afirmou Feliciano que se tornou evangélico meses depois.
O deputado conta que sonha ser presidente do Brasil. Além disso, critica a ex-senadora Marina Silva. “Marina Silva é um engodo. Com aquele jeitinho de cristã, a roupa de crente, ela foi muito inteligente.”, disse.
A entrevista na íntegra só está disponível na versão física da revista de abril que acaba de chegar às bancas, mas a coluna F5, da Folha de São Paulo, destacou algumas falas do pastor.
Além de drogas, Feliciano também comentou a respeito de sexo anal, ele precisou responder se considera possível que um homem tenha prazer com a prática.
“Com certeza, tem homens que têm tara por ânus, sim”, disse. “Eu não entendo muito dessa área porque nunca fiz, graças a Deus”.
Na visão do deputado, quem pratica sexo anal não consegue mais voltar. “Espero nunca fazer, porque parece que quem faz não volta mais”.
Fonte: Gospel Prime
terça-feira, 10 de setembro de 2013
Congresso Internacional de Missões 2013 deve atrair 100 mil pessoas
O tema do congresso deste ano será “Desperta Igreja! Jesus está voltando!”, e além do caráter evangelístico o evento tem também como objetivo mostrar os projetos sociais mantidos pela igreja que é liderada pelos pastores Anderson do Carmo e Flordelis.
Pais de 55 filhos, o casal fundou em 2009 o Instituto Flordelis que hoje presta atendimento para 228 crianças e adolescentes que vivem em comunidades carentes. Outro projeto liderado pelos pastores é um centro de recuperação para menores dependentes químicos, ressocializando crianças e adolescentes que foram vítimas do tráfico de drogas.
A expectativa é que durante esses sete dias de evento mais de 100 mil pessoas passem pela sede da comunidade Evangélica Flordelis, chamada de Cidade do Fogo. A entrada é gratuita.
Serviço:
CIM – Congresso Internacional de Missões
Evento Gratuito
Data: 13 a 20/11/2013
Local: Cidade do Fogo- Comunidade Evangélica Flordelis
Rua Guilherme Santos Andrade, 1001 – Mutondo. São Gonçalo/RJ
sábado, 31 de agosto de 2013
Mórmons admitem erros e corrigem “revelação” após 183 anos
Como a Bíblia não lhes parece suficiente, usam uma série de livros para fundamentar suas crenças. São eles “Livro de Mórmon”, “Doutrina e Convênios” e “Pérola de Grande Valor”. Além disso, eles possuem um grupo de líderes que formam Quórum dos Doze Apóstolos e cujas decisões são consideradas equivalentes a palavra dos apóstolos de Jesus.
Em abril 2013 o Mormonismo decidiu anunciar que fará uma nova versão de alguns de seus livros, incluindo comentários interpretativos e modificando algumas doutrinas estabelecidas pelo seu fundador. A última revisão de textos dos mórmons foi publicado em 1981, algo que ocorre de tempos em tempos desde que o governo americano os proibiu oficialmente de divulgar certas práticas. A deste ano, porém, é mais profunda.
O comunicado oficial publicado no site oficial da Igreja dos Santos dos Últimos Dias, disse ter chegado a uma decisão final “depois de oito anos de trabalho.” Os editores reconhecem que há mudanças nos textos supostamente revelados pelo anjo Moroni a Joseph Smith: “A intenção era fazer com que as fossem modificar as questões gramaticais confusas… corrigir erros nos guias de estudo e incorporar recentes descobertas históricas em seções do “Doutrina e Convênios”.
As revisões na doutrina não são insignificantes, pois admitem erros e questionam a infalibilidade de uma revelação especial. Principalmente se ela sofre alterações várias vezes e se deixa levar pelos que os líderes mórmons consideram importantes por causa de mudanças no pensamento da sociedade. As mudanças significativas desafiam dois grandes erros históricos presentes ao longo dos 180 anos de tradição deste grupo religioso. As duas novas “declarações oficiais” que aparecerão com a edição impressa dos livros a partir de 2013 lidam com questões controversas na história da seita: a poligamia e o racismo. O material agora está chegando aos outros países em que existem igrejas mórmons.
O objetivo parece ser “tentar se aproximar de ser vista como uma denominação cristã e… esse é um importante passo neste processo”, acredita Kyle Beshears, erudito e pesquisador de apologética. Embora Joseph Smith ensinasse o “casamento plural”, com base no relato bíblico sobre Abraão. Mas depois de receber uma “nova revelação”, o presidente do conselho dos mórmons, Wilford Woodruff emitiu um manifesto mudando isso para monogamia, que foi aceito pela Igreja e ensinado desde 6 de outubro de 1890. Ainda assim, muitos seguidores do mormonismo mantém a prática até hoje.
Segundo Beshears, é muito difícil conciliar as ideias de Smith a Declaração Oficial 1, de 2013, pois a seção 132 do Doutrina e Convênios diz claramente que a poligamia é um aspecto da “nova e eterna aliança”. Dizem os versos 61 e 62 “Se um homem desposar uma virgem e desejar desposar outra e a primeira der seu consentimento; e se ele desposar a segunda e elas forem virgens e não estiverem comprometidas com qualquer outro homem, então ele estará justificado; ele não pode cometer adultério, porque elas lhe foram dadas; pois ele não pode cometer adultério com o que lhe pertence e a ninguém mais. E se dez virgens lhe forem dadas por essa lei, ele não estará cometendo adultério, porque elas lhe pertencem e lhe foram dadas; portanto ele está justificado”.
A Declaração Oficial 2, também modifica um artigo do Doutrina e Convênios, que não permite que negros sejam sacerdotes ordenados, nem tenham acesso ao mais alto nível da salvação na vida após a morte. O motivo seria a maldição mencionada no Livro de Mórmon, em 2 Néfi 5:21:21 e 23 “Ele fez cair uma maldição sobre eles, sim, uma dolorosa maldição, por causa de sua iniquidade. Pois eis que haviam endurecido o coração contra ele de tal modo que se tornaram como uma pedra; e como eram brancos, notavelmente formosos e agradáveis, a fim de que não fossem atraentes para meu povo o Senhor Deus fez com que sua pele se tornasse escura… E amaldiçoada será a semente daquele que se misturar com a semente deles; porque será amaldiçoada com igual maldição. E o Senhor assim disse e assim foi”.
O apologeta Beshears explica que “a resposta pode ser encontrada no ambiente cultural nos Estados Unidos no século XIX e XX. A Igreja dos Santos dos Últimos Dias foi influenciada pelo forte racismo, que era visto em todas as facetas da vida americana por mais de 200 anos”. Ele é enfático “Embora os líderes atuais não resolvam os problemas teológicos sobre poligamia e racismo… nem de perto corrigiram as doutrinas perigosas e falsas de Joseph Smith”. Com informações de Protestante Digital e Christian Post.
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